São simples sopros que libertam pequenas palavras que me habitam

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Abr 08
Revelam que nascemos livres, no seio de uma família cuja meta será nos educar, construir a nossa personalidade, amar e preparar para viver; fazermos as nossas escolhas, cairmos e levantarmo-nos. Ininterruptamente admitia, que nos sentiremos felizes sempre que nos sentirmos soltos. Claro que não subsiste a total liberdade, até porque residimos rodeados por pessoas, com uma sociedade que, felizmente, tem regras. Necessitamos de trabalhar e de nos sabermos comportar perante distintas ocasiões. Mas mesmo assim, com a existência de alguns muros, que na minha opinião, também poderão servir de ponte, poderemos flutuar.
Mas crescemos, interiormente, e desvendámos que algumas decisões poderão originar raízes e fixar-nos ao mesmo local, limitando os nossos movimentos, as nossas aspirações e sentimentos. Há decisões que aos ínfimos, albinam os nossos olhos, murcham o coração, retalham a alma, quebram o espírito e anestesiam o nosso sorriso.
Mascaram-se as amarguras com semi-alegrias e libertam-se rasgos de pseudo-felicidade que, se realistas, despedaçavam como aguçados pedaços de espelhos, a quem se acercasse.
Não existe verdadeiro amor de quem nos sacia a fome e sede, partilha palavras doces e amoráveis, nos acaricia mas não abre a porta da gaiola.
A menina que semeava alegria e espalhava locuções de força, ventura e esperança, continua a caminhar pela mesma estrada, mas a luz com que firma seus passos é débil e as palavras, que agradam a quem as ouve, não transmite a firmeza e impulso de outrora.
A menina que semeava alegria, respirará diariamente. Na profundidade do seu ser, acredita na oportunidade de a desamarrarem, mesmo que aconteça quando somente o seu espírito existir.
A menina que semeava alegria existe em cada um de nós: é a criança que fomos e que somos.
A menina que semeava alegria, somos nós e vós, são eles e elas, és tu e eu que vivemos e sentimos mas olvidamos a nossa natureza.
A menina que semeava alegria é aquela que procura em outro lugar a resposta que habita nela.

 


 

 

autora: eu
soprado por soprosdemar às 22:56

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