São simples sopros que libertam pequenas palavras que me habitam

26
Out 08

imagem retirada da net

 

 

 
Por vezes não sei como mantenho, diariamente, o sorriso e a esperança na humanidade. Ouço, leio e observo situações que apenas certificam a aliança da nossa sociedade com a indiferença e mentira.
Fico exausta com tantas barbaridades e objectivos supérfluos que usurpam os meus ouvidos: sussurros descarregados por adolescentes e adultos mascarados de sábios supremos e omnipotentes.
Serei eu a única que se apercebe disto, ou não estou sozinha mas acompanhada por temerosos e conformados? É mais fácil viver adormecido?
 
Interiormente, luto para encerrar a revolta emocional que sinto. Foco a minha mente num mundo não ideal mas onde impera uma sociedade com sede de vida. Infelizmente, assisto a um culminar de satisfação puramente material e preocupo-me… inquieto-me quando mortificam um pôr – do – sol, violentam a dádiva e vangloriam as atrocidades que acometem a um ser humano. Revolta-me a auto-destruição e comentários destrutivos por simples inveja ou falta de carácter. Enfastia-me a constante reivindicação do excesso do “tudo que temos” e da inexistência do que não possuímos. Renegam-se dores e questionam-se porque as escolheram pois não as merecem. Com tudo isto, acha que vive?
È indispensável pararmos e tentar ouvir o mundo ao redor! É urgente encontrarmo-nos e principalmente aceitar! Não se destrua.
Se reclamar do que nos surge fosse o caminho, todos andaríamos com o livro de reclamações na carteira. Sente-se ou deite-se por singelos segundos e percorra mentalmente o seu dia: aconteceram coisas desagradáveis? Òptimo, apenas aceite-as e não lhes dê importância.
Sempre que permitimos o ingresso da dor, tristeza ou medo este torna-se mais fraco. Combater apenas intensifica toda a situação e diminui as suas defesas e forças e assim, em qualquer momento de distracção, as nossas janelas cedem e seremos invadidos por uma tempestade que nos derruba.
Transmita a sabedoria do carinho, espalhe palavras de compreensão e eduque as crianças com amor. Tudo implica sacrifícios mas se não existissem barreiras como saberia que conseguia vencê-las?
 
È fundamental aceitar: as vicissitudes da vida, as diferenças e semelhanças, as doenças, a morte.
È vital dizer Não para educar futuros educadores.
 

 

soprado por soprosdemar às 23:25
sinto-me:
música: angel

comentário:
Subscrevo inteiramente!
Onde é que se assina? ;)
Parabéns.
tresgues a 18 de Novembro de 2008 às 13:30

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