São simples sopros que libertam pequenas palavras que me habitam

08
Fev 09

retirada da net

 

Ofegante e apressado,
Pisa sem emoção
O caminho traçado
Correndo atrás de motivação.
À secretária sentado,
Ouve risos que o assedia.
Por pensamentos arrastado
Atravessa a sua nostalgia.
Petrificado e ansioso
Tal como num último remate,
Hoje inicia-se num mundo contagioso:
Desemprego –será o seu combate!
Lentamente segura as recordações
E arruma-as de forma melindrosa.
Invadido por turbulentas questões
O que dirá à sua esposa?
Ao jantar, remexe o prato desolado
Como se uma solução o libertar-se…
… de sentir-se um desgraçado e
De ver no rosto dela desilusão.
Já nos lençóis sente o amor
E decide o que fazer:
Não partilhará a sua dor,
Será forte para o esconder.
O silêncio matutino
Intensifica os seus terrores.
Esconde-se como um clandestino
Por ele, por ela, pelos seus amores.
Seus passos são como uma sentença
De vigor e prosperidade.
Tudo fará para que alguém convença
A devolver a perdida estabilidade.
No jardim, descansa o alvoroço
Provocado pela incerteza.
Esquecendo no banco o almoço
Continua… menospreza a fraqueza.
Lamenta não ser capaz de voar
Para ter mais cedo revelado:
- Querida mudei de lugar
Tenho agora um maior ordenado!
Um beijo sela a sua felicidade
Que não ofusca a surpresa
Ao escutar no meio da festividade:
- Sei o que se passou na outra empresa!
Perdido na dimensão do vazio,
Interroga-se no que errou
Mas é tão claro como um rio:
A sabedoria de uma mulher olvidou.
Abraçados, escrevem nova sina.
Hoje é o futuro e o passado
Como um fruto que germina
De um casal apaixonado.

Escrito para Fábrica de Histórias

autora: eu

soprado por soprosdemar às 22:19
sinto-me:

comentário:
Estou aqui para agradecer a tua passagem pelo meu cantinho...
Lindos os teus sopros...
Até breve
Ametista a 8 de Fevereiro de 2009 às 23:58

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