São simples sopros que libertam pequenas palavras que me habitam

04
Fev 08


 

Diariamente, meu coração perde-se um pouco mais neste mundo. Liberta espaço para amar, sentir e viver mais. Recorda todos os beijos recebidos e vive em ânsia por todos os que ainda não sentiu.
Em cada batimento, impulsiona sangue carregado de beijos amados, roubados e desejados. Mesmo os beijos meramente oferecidos por ocasião ou admiração, reprimem a mera gota de tristeza existente.
Existem beijos espalhados, que mascaram as intenções e permitem fantasiar...beijos que embriagam corações e mentes. Flutuamos com pés bem assentes no chão, arrepiamo-nos mesmo numa tarde de Verão...Há outros que criam apenas ilusões, mesmo dados com boa intenção e outros, repletos de traição!


 

 

 

 

autira: euzinha :)

 
soprado por soprosdemar às 18:50


Adoro o olhar enigmático que lanças perante o mundo que te envolve. Transpiras sensualidade e espalhas alegria. Só é lamentável não libertares o carinho, ternura e amor q tens dentro desse coração que bate... sente a carícia transportada pela brisa e aceita-a sem pensares, sem questionares... A liberdade existe na nossa mente, nas nossas acções... esquece tudo e todos, solta esses impulsos e espera!

Os desejos reprimidos são setas envenadas. Exploram feridas esquecidas e erupcionam outras perdidas.


soprado por soprosdemar às 18:11


 

Fresca, húmida, macia e delicada a relva que piso com meus pés! O seu aroma,acabadinha de cortar, invadiu todo o meu ser e renasci... tal fénix das chamas. Recordei que são por estas sensações que vivo, por estes sentimentos que perco a noção dos problemas, contradições e angústias.


 

Desde pequena que caracterizava o "mundo dos adultos" de parvo e desestruturado... observava-os a correrem, preocupados, perdidos e tristes. A ânsia de crescer tinha meramente como limite os dezoito anos de idade. MAs o meu relógio não estagnou e presentemente, sou uma adulta... Sempre escolhi remar contra a corrente, decidi por mim e pela harmonia universal, ser diferente.


 

Ervas daninhas surgem, rodeando e tentando asfixiar toda a relva do meu caminho mas aproveito-as, tal como fazia com tudo quando era uma bela criança, uso-as e tento perceber o seu mecanismo para que não voltem a crescer. Se regressarem, repetirei sempre o ciclo mas não permito que evoluam.


 

Sou adulta mas 75% alma de criança. Vivo (quase) sempre feliz, comigo mesmo, porque se eu não gostar de mim...quem gostará?


 

 

autora: eu mesma

 

 
soprado por soprosdemar às 01:17

" Hoje irias gostar de estar aqui comigo: subi o rio pelas pedras e... " imaginei-te transportada pela sua corrente, de uma leveza singela e fervurosa. Vi o teu sorriso a aquecer-me, os teus olhos a envolver-me. Mas nem tudo o que se quer se tem: temos tudo o que queremos!
Por mais passos dados neste deserto de certezas, detecto oásis de impossíveis que quero destruir apenas com um pestanejar.
Nasci casulo, hoje sou uma borboleta que voa recusando permanecer prisioneira como larva. Voo livre e repouso nas folhas da sua essência, beijo os girassóis, abraço o céu e vislumbro um universo de pequenas estrelas que iluminam o meu pensamento. Não surgi pedra angular, mas sim como pedras do caminho que acompanha a leveza desse rio, não sabendo onde e como terminam, mas apenas que continuam...saboreando cada segundo, cada sopro, cada som, cada vida!
Não há certezas eternas, apenas imortais incertezas que transformam terras em preciosos ladrilhos, escorregadios mas esperançosos. Não consigo deixar de te olhar, mesmo com distâncias a separar. Simplesmente entraste, e acomodas-te em mim. E simplesmente, deixei-te repousar.

 

 

 

 

autora: eu mesma

 

soprado por soprosdemar às 01:06


Por vezes nem sei o que sinto: fico ausente mesmo quando presente, sozinha mesmo rodeada pelo mundo, distante mesmo quando estou próxima, forte mesmo me sentindo a desfalecer, brinco quando quero é chorar, sorrio mesmo quando quero morrer.

Pelo passeio arterial do meu corpo, revejo lacunas outrora preenchidas, outrora vazias. Será que vivo?Respiro o meu, o teu, o nosso, o vosso ar, mas será que vivo?

Não preciso de ninguém, mas sinto que te quero. Nesta váscula procura pressinto que és...indiferente! Será que afinal vivo e tu meramente te arrastas pelos passeios da dúvida? Ou será que aí, no alto do mundo, sossegas por uma certeza que não a sentes? Só sei que, aos poucos, as lágrimas congelam e o medo encerra as suas portas.

Por todos os momentos em que, juntos...SORRIMOS!

soprado por soprosdemar às 00:56


Nada melhor que despertar com o Sol a desejar-nos um óptimo dia. Mas irreal seria, sermos invadidos por sorrisos...Sentir o calor de um singelo esboço, de um sopro carinhoso, de uma nota fugosa...Viver igual a ti e àquele, transforma alegria em insensatez, a individualidade em demência.

Sorrir, ser diferente, obter esperança do perfume das flores, respirar os sussuros do vento e ouvir a melodia das ondas, torna-nos simplesmente...belos!






soprado por soprosdemar às 00:43

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